conseguir emprego depois de formado

Será que vou conseguir emprego depois de formado (a)?

 

A inserção no mercado de trabalho talvez seja um dos desejos que mais tira o sono dos universitários.

“Será que vou conseguir emprego depois de formado?” é um questionamento que vai ganhando força à medida que os períodos vão passando. A dúvida vira um receio e até uma aflição quando a formatura vai chegando mais perto e o jovem ainda não tem perspectiva profissional.

Por que isso acontece? Entenda nesse artigo as principais razões e como fazer para trilhar um caminho com mais certeza.

Por que eu tenho tantas dúvidas?

Primeiramente, saiba que 8 de cada 10 jovens universitários e recém formados não sabem o que fazer profissionalmente. Por que? Talvez a resposta esteja em um dos maiores erros que o jovem comete durante a sua graduação: o estudante não pesquisa, não experimenta e não define a sua meta de carreira.

O melhor momento para pensar sobre as suas possibilidades e experimentá-las é durante o Ensino Superior. Isso porque, na verdade, quando você ainda é um estudante, os erros cometidos pelo caminho fazem parte do trajeto e eles podem ser verdadeiros professores. Quem nunca ouviu aquela história de que a gente aprende com os erros? 

O que eu faço primeiro?

Definir a sua meta de carreira é a primeira coisa que você precisa fazer pra começar a trilhar um caminho que vai te levar a um ambiente com mais certezas. Mesmo que você não saiba ainda se é isso ou aquilo que você quer, você precisa fazer uma escolha e tentar seguir por ela. Depois de testar, se você não ficar satisfeito, você pode voltar e definir novamente por outro caminho.

Aproveite o tempo como estudante para experimentar tudo o que puder e desenvolver além das competências técnicas.

Pesquise sobre o mercado de trabalho

Acompanhe a dinâmica do mercado de trabalho para entender quais são as suas possibilidades. Isso é muito importante porque estamos vivendo um momento de muitas transformações, e esse movimento também atinge o mercado de trabalho. Novas profissões estão surgindo, novos cursos, novas formas de fazer as coisas. O que não era trabalho antes, agora é, assim como o que não é trabalho hoje, já foi um dia.

Entender as curvas do mercado é importante para que você consiga enxergar um cenário de inserção profissional voltado para sua carreira. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) já constatou que 46,6% das pessoas com formação universitária passam a trabalhar em uma carreira diferente depois de formadas – o que é absolutamente normal, entenda aqui.

Dentro desse contexto, podem ser apontadas três grandes razões para que isso aconteça: 

  1. Impacto tecnológico 
  2. Mudanças geradas pelo desemprego  
  3. Mudanças culturais de gerações

Impacto tecnológico 

Muitas das profissões em alta hoje não existem há 15 anos. Isso mostra como o cenário tem mudado —  principalmente pelo impacto de avanços em tecnologias como Análise de Dados, Internet das coisas e Inteligência Artificial.  

Enquanto algumas funções são substituídas por automações, outras surgem como novas oportunidades de atuação.  

Mudanças geradas pelo desemprego 

Em um país com mais de 12 milhões de desempregados, profissionais que passam por essa situação tendem a buscar oportunidades em outras funções que não necessariamente estejam ligadas à profissão escolhida na faculdade.  

É o caso de muitos que decidem abrir o próprio negócio e assumem o papel de empreendedores.  

Mudanças culturais de gerações

O peso de escolher muito jovem a profissão também tem impacto nas decisões dos profissionais que acabam mudando a rota.  

Com o aumento da expectativa de vida, é muito comum que uma pessoa tenha mais de uma carreira ao longo do tempo.  Além do mais, as novas gerações têm outras perspectivas em relação ao conceito de sucesso no trabalho.

Permanecer por muitos anos no mesmo emprego é algo cada vez mais raro.

Considerando essas questões, todos os cenários apontados demonstram a importância de uma formação voltada para carreira e não apenas com foco em uma profissão.

Assim, o acadêmico do curso de Arquitetura, por exemplo, adquire conhecimentos não apenas para seguir a profissão como arquiteto, mas também para buscar direcionamentos como docência ou empreendedorismo.  

O papel das competências comportamentais 

Alunos que conseguem desenvolver competências comportamentais durante a graduação têm mais chances de conquistar uma vaga de trabalho. Também conhecida como Soft Skills, elas são o resultado de uma combinação de três fatores: conhecimento, habilidade e atitude.  

Não é à toa que a maioria das vagas acompanham a descrição de habilidades necessárias para o cargo — como liderança, comunicação assertiva, resiliência, visão sistêmica e capacidade de resolução de problemas.  

Hoje, essas habilidades são consideradas como diferenciais para quem busca inserção no mercado.  

Quando for definir a sua meta de carreira, pesquise quais competências comportamentais são exigidas para a função que deseja. Depois disso, entenda quais dessas habilidades você já tem e quais dessas ainda precisa desenvolver para que você conquiste o seu objetivo.  

Construindo um currículo de peso na faculdade  

Para driblar a falta de experiência comparada a outros profissionais que estarão concorrendo às vagas no mercado de trabalho, utilize a sua trajetória dentro da faculdade a seu favor.

Crie um currículo atrativo mostrando resultados daquilo que conquistou, ainda que em um projeto voluntário.  

Talvez a maior lição seja não deixar para a última hora! Se você buscar a experiência necessária somente nos últimos semestres, este processo será muito mais difícil.

Por isso, comece a explorar as possibilidades do seu curso o mais cedo possível pra construir um currículo de peso ainda na faculdade. 

Faça estágios 

Muitas universidades oferecem oportunidades de estágio desde os primeiros semestres do curso de graduação. É uma maneira de ser inserido no mercado e, principalmente, desenvolver as suas habilidades desde cedo.  

Esse contato com a prática faz com que o aluno tenha uma visão mais clara do curso e de suas possibilidades de carreira. Afinal, você não precisa restringir a sua área de atuação ao que tradicionalmente as pessoas fazem. Por isso, vale ficar de olho na próxima dica. 

Conheça o seu perfil profissional 

Você já pensou que seria mais feliz criando o seu próprio negócio do que trabalhando em outra empresa? Se este é o seu desejo, é provável que você tenha um perfil empreendedor.  

Conhecer o seu perfil profissional pode trazer insights para guiar a sua área de atuação. Quanto mais cedo você fizer isso, melhor! Assim, você pode buscar experiências e explorar essas possibilidades ainda na faculdade.  

Invista em Networking 

Não espere terminar a faculdade para fazer os primeiros contatos com empresas e profissionais da sua área. Afinal, você sabia que aproximadamente 80% das vagas são fechadas por indicação?  Isso mostra a importância de ter um bom networking.  

Mas tenha cuidado. Fazer networking significa criar uma rede de contatos baseada na troca. Portanto, não é legal sair adicionando outros profissionais para pedir favores ou indicações de emprego. Isso tudo acaba acontecendo de forma natural.  

Compartilhe conhecimentos  

Você pode ainda não estar formado e mesmo assim acumular experiências que podem agregar na vida de outras pessoas. Então, encontre uma forma de compartilhar seus conhecimentos — seja escrevendo em um blog ou participando de um projeto.  

Essa é uma boa maneira de se tornar referência na sua área, conhecer novas pessoas e agregar valor ao seu trabalho.  

Apoio profissional na busca por emprego

Uma das formas de conseguir apoio para enfrentar os desafios profissionais é buscando autoconhecimento. É neste sentido que a Plataforma de Carreira da Cmov pode ajudar.  

Você terá acesso a testes e diversas dicas de recrutadores. Todos com uma vasta experiência de mercado, além de outros profissionais que podem ajudar quem busca uma oportunidade de emprego.   

Acesse e solucione todas as suas dúvidas de carreira.  

Você pode gostar também