Futuro

3 aspectos sobre educação 4.0 que a sua IES deve considerar

A preocupação de que as máquinas podem roubar nossos empregos nunca foi tão manifesta. Cada vez mais as tecnologias saem dos filmes de ficção científica para a nossa realidade. E, assim, passamos a viver sob a urgência de preparar profissionais que dominem um cenário de mudanças contínuas e rápidas.

E se vivemos uma época de muitas substituições, como não ser superado quando o foco do trabalho é o ensino?

Compreender as necessidades da educação 4.0 é uma questão de sobrevivência. Por isso, este artigo sugere 3 aspectos importantes que a sua IES deve levar em conta na qualificação de profissionais do futuro.

O que é a educação 4.0

A educação 4.0 é um modelo de ensino que está alinhado às mudanças geradas na quarta revolução industrial. Essa é a era em que muitos processos podem ser automatizados. Esses serviços passam por constantes mudanças durante evoluções tecnológicas da Internet das coisas (IOT), Inteligência Artificial e Big Data.

Diante deste cenário, este modelo de educação integra novos padrões que absorvem toda essa realidade já presente na vida dos alunos. No Ensino Superior, é composto por um conjunto de práticas para acompanhar aquilo que transforma a realidade de quem será inserido no mercado.

Formando profissionais do futuro: 3 aspectos que devem ser considerados

A responsabilidade de oferecer uma formação adequada para que o mercado absorva os novos profissionais caminha ao lado de desafios. Além dos esforços como as ações para captação de alunos, é preciso driblar os números da evasão no ensino, por exemplo.

Compreender as possibilidades abertas pelo modelo de ensino 4.0 pode gerar um novo fôlego à instituição. O ensino, por sua vez, consegue ficar mais próximo daquilo que o mercado espera dos profissionais do futuro.

O caminho é longo, mas vamos a três aspectos fundamentais para colher frutos nesse processo.

1. Desenvolvimento de competências

Há algum tempo tem sido discutida a importância das instituições de ensino brasileiras ampliarem o olhar sobre o conceito de carreira. Mas sempre é válido retomar o significado dessa mudança.

Quando o acadêmico ingressa no curso superior, muitas vezes ainda tem uma ideia confusa do futuro profissional. No momento do vestibular, a maioria escolhe o curso, ou seja, a profissão. No entanto, sem ter a real ideia das direções de carreira que poderá seguir.

“Uma pesquisa realizada pela CMOV em 2018 com mais de 8 mil alunos de todo o Brasil, mostrou que oito a cada 10 estudantes de instituições públicas e privadas não sabem exatamente o que fazer profissionalmente”.

É preciso mostrar como o aluno pode pensar sobre a carreira e não apenas na profissão. Assim, a IES dá um importante passo para que seus egressos cubram um gap significativo no mercado de trabalho. Estamos falando da falta de competências comportamentais.

Se por um lado a concorrência é acirrada por profissionais que dominam o saber técnico, também exigido para o cargo — por outro, faltam aqueles que atendam às exigências de competências comportamentais. Entram neste gap como liderança, comunicação assertiva, relacionamento interpessoal, inovação entre outras.

Quando se tem clara as diversas oportunidades de direcionamento para a carreira, fica mais fácil criar uma meta. Depois, é possível buscar aquelas competências necessárias para o cargo pretendido.

2. Uso da tecnologia

Realidade virtual e gamificação são exemplos de termos bastante presentes quando o assunto envolve novas formas de educar. Sim, dominar pontos estratégicos dessas técnicas e saber como usufruir cada uma delas faz parte do trabalho de quem lida com ensino e educação 4.0.

Há algum tempo, quando iríamos imaginar que impressoras 3D fariam parte de aulas tanto nos cursos de Engenharia quanto em Odontologia?

“Os processos mentais que realizamos com o uso das novas tecnologias demandam novas conexões neurais, processos cognitivos que são cada vez mais complexos, à medida em que o mundo vai tornando-se igualmente complexo e imprevisível.”, Martha Gabriel no livro Eu, você e os robôs.

A tecnologia é um eixo fundamental nessa jornada. Ela deve ser explorada tanto para facilitar processos, quanto para gerar debates construtivos voltados para ética, solução de problemas e inovação.

3. Envolvimento de professores

Como parte fundamental no processo de construção de carreira, a figura do professor é mais do que nunca a imagem de um líder no modelo de educação 4.0. É a partir de um corpo docente qualificado que alunos ganham os primeiros incentivos para buscar inovações e soluções para problemas reais.

Muito além da visão tecnicista de ensino, professores precisam estar preparados para desenvolver o senso crítico e a visão de tolerância frente a pensamentos divergentes. Esta é uma parte importante a ser destacada no processo de desenvolvimentos de competências dentro da educação 4.0.

Se a instituição de ensino trabalha apenas para engajar acadêmicos na geração de alternativas, acaba perdendo uma parte fundamental no processo de desenvolvimento dessas competências. Por isso, uma estratégia eficaz promove formas de gerar parcerias que motivam alunos e professores a participarem do processo.

educação 4.0

Para quem está envolvido na gestão de uma instituição de ensino superior, essa é uma época de intensa disrupção.

Enquanto existe a preocupação de empregos que deixarão de existir em decorrência das automações, diversas pesquisas mostram outro ponto delicado. Ainda faltam profissionais qualificados para ocupar as chamadas profissões do futuro.

Como está a sua IES neste cenário?

Desenvolvendo profissionais do futuro

A CMOV tem um trabalho focado a ajudar instituições de ensino. Tudo é realizado por meio de uma plataforma de carreira que auxilia acadêmicos nessa descoberta profissional. A ideia é que a sua IES também possa contar com essa ferramenta. Ela pode fazer parte de uma estratégia de orientação que amplia o olhar sobre os direcionamentos de carreira.

Na plataforma, são oferecidos diversos recursos criados a partir de um trabalho profissional especializado no desenvolvimento de carreira. Você pode conhecer mais da nossa Plataforma de Carreira aqui.

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