Nunca o RH teve a oportunidade de estar tão próximo do ESG

Ao  longo dos últimos anos, a parte “Social” do ESG (Environmental, Social and Governance) está ganhando cada vez mais força dentro das organizações. Discussões sobre inclusão, impacto social e marca empregadora nunca estiveram tanto à frente das decisões estratégicas e dos indicadores das bolsas de valores. O conceito do RH estratégico e humanizado está fazendo cada vez mais sentido para as organizações e muitas empresas começam a buscar soluções para apoiarem esse movimento. A grande questão neste caminho é entender como a área de Recursos Humanos pode, de fato, participar e entregar indicadores estratégicos sociais para as suas empresas.

Para se falar em soluções, é fundamental pensarmos antes em necessidades e, para isso, alguns indicadores sociais podem contribuir nessa direção. Se falarmos em taxa de desemprego no Brasil, principalmente de jovens, perceberemos que inclusão e empregabilidade são, sem dúvida, grandes problemas sociais no nosso país. Neste sentido, a sustentabilidade social, deixa de ser uma escolha para as empresas e passa a ser uma questão de sobrevivência.

Ter a área de Recursos Humanos no desenvolvimento de ações e projetos alinhados aos preconizados pelo ESG, permitirá ao RH a geração de indicadores realmente estratégicos

Uma questão de sobrevivência para as empresas

Para corroborar com essa afirmativa, a maior gestora de recursos do mundo, a BlackRock, colocou a sustentabilidade no centro da estratégia de investimento e vai considerar o risco ESG no mesmo patamar das avaliações de crédito e liquidez.  A gestora reforçou a intenção de aumentar a alocação de recursos em companhias que, além do lucro, geram benefícios à sociedade. Não é atoa que indicadores como inclusão e empregabilidade começam a tomar cada vez mais força nas empresas e em seus processos seletivos. E a NASDAQ (importante bolsa de valores americana) passará a existir a presença de negros, mulheres e LGBTi+ nos conselhos das empresas que pretendem se listarem na bolsa.

Uma realidade que começa a ser percebida pelas áreas de Recursos Humanos nas organizações é que a inclusão não poderá estar associada somente à abertura de vagas específicas, ou a cotas “garantidas” para incluir negros, vulneráveis entre outros.  Infelizmente, o gap educacional se faz muito presente, principalmente para esse público que já vem de um longo histórico de exclusão social, educacional e econômico. Incluir passa a significar também, desenvolver e oferecer ferramentas para permitir o aumento da empregabilidade desse público. Por isso, não basta essa preparação estar relacionada às possíveis vagas dentro da organização, é necessário desenvolver esses jovens para o mercado de trabalho, e mostrar para eles que é possível também trilhar diferentes caminhos de carreira além das vagas nas grandes empresas.

Fazendo acontecer  “S” do ESG 

A Eureca, empresa responsável pelo processo seletivo de estagiários e trainees de grandes organizações, e a Eneva, empresa privada de geração de energia, são exemplos de organizações que já estão à frente nesse caminho. Como uma das formas de inclusão social, utilizam a Plataforma de Carreira e Empregabilidade da Cmov para desenvolver jovens que não foram aprovados em seus processos, preparando-os para processos seletivos futuros, seja dentro de suas organizações ou em outras vagas e posições disponíveis no mercado de trabalho.

Outro caminho que começa a ser utilizado pelas empresas a partir da sua área de RH ou de Institutos ligadas às próprias empresas é o de promover o desenvolvimento profissional e a empregabilidade na comunidade do entorno.

A empresa UISA, através do seu Instituto Florescer, é um bonito exemplo nesse sentido. Possui um compromisso com a comunidade do entorno, desenvolvendo-os para aumentar a sua empregabilidade, através de ações sociais propositivas, gerando indicadores sociais muito importantes.

Construir indicadores alinhados aos apresentados em Davos, no Fórum Econômico Mundial, torna-se cada dia mais fundamental. Participar ativamente do desenvolvimento dos jovens, permitindo incluí-los, fará toda a diferença não só para os resultados das empresas como também para a sociedade. 

Estando o RH à frente dos principais programas de “Porta de Entrada” das empresas, poderá ser ele o grande catalisador para a inclusão e o desenvolvimento de jovens que não teriam, sem essa oportunidade, a chance de conseguir acessar o mercado de trabalho. 

Essa é exatamente a proposta da Cmov: apoiar as empresas na inclusão e empregabilidade dos jovens. Viabilizar projetos que gerem indicadores  alinhados aos preconizados pelo ESG, atuando com soluções como o Desenvolvimento da comunidade local, através de programas de empregabilidade para a comunidade do entorno. Valorizar a diversidade, através da melhora na qualificação e desenvolvimento da carreira dos jovens é o objetivo da  Cmov.

Não temos saída, precisamos ter a Responsabilidade Social como uma forma de conduzir os negócios das organizações de tal maneira que se torne parceira e corresponsável pelo desenvolvimento social. 

E é neste caminho que estamos nos aprofundando cada vez mais: levar soluções para empresas que gerem resultados e indicadores sociais sustentáveis.

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